A primeira edição do Congresso Internacional de Direito Minerário reúne, de 7 a 9 de junho, em Salvador, Bahia, especialistas em direito minerário de vários países. O evento, que acontece no Hotel Pestana, tem objetivo de dar oportunidade para que mais profissionais do Direito e tantos outros que se relacionam com a área de mineração conheçam ou aprofundem seus conhecimentos sobre os aspectos específicos de atuação desse importante segmento produtivo no Brasil e em outras partes do mundo.
No discurso de abertura, o governador da Bahia, Jaques Wagner, afirmou que a expectativa é que o Estado ultrapasse Goiás em produção mineral e se torne assim o 3º maior produtor nacional. Para isso, a política mineral da Bahia tem privilegiado investimentos em pesquisa geológica e oferta pública (licitações) de áreas para mineração. “Queremos que o empresário interessado em investir no nosso Estado tenha facilidades, sem ter que enfrentar muitas demandas jurídicas”, disse, explicando que é preciso oferecer segurança jurídica e transparência nas leis para estimular os investimentos.
O diretor-geral do DNPM, Miguel Ney, também em seu pronunciamento durante o evento, destacou que a Bahia tem sido reveladora de um grande potencial mineral, com a descoberta de novas minas por meio de investimentos em pesquisa mineral. “A Bahia tem sido campeã em novos requerimentos de alvará”, disse.
Nery ressaltou que este evento é um fórum de altíssimo nível, que traz para o mesmo espaço, advogados, empresas privadas, procuradores federais, magistrados, representantes do Ministério Público, empresários, militantes, além de profissionais do setor da área técnica. “Teremos aqui um evento extremamente rico do ponto de vista reflexivo, das possibilidades futuras que a legislação mineral no Brasil e no mundo podem vir a caminhar”, explicou.
O presidente do Instituto Brasileiro de Mineração, Paulo Camillo Penna, afirmou que “a expectativa dos organizadores deste inédito congresso internacional – fruto de uma parceria profícua entre os setores públicos e privados – reside nas conclusões que poderemos obter a partir dos debates, de modo a transformá-las em efetivas contribuições ao aperfeiçoamento da legislação mineral, bem como da atuação governamental perante o setor mineral”.
O secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, Claudio Scliar, representando o ministro Márcio Zimermmann, lembrou os esforços do ministério em promover o debate sobre um novo modelo para a mineração brasileira, com o reforço institucional dos instrumentos de controle e gestão. Scliar mencionou a criação de um conselho nacional e de uma agência reguladora para o setor mineral.
Também participaram da abertura do evento o governador da Bahia, Jaques Wagner; o presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal, Demóstenes Torres; o presidente da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, Mário Negromonte; além dos representantes da Advocacia Geral da União (AGU), o procurador Marcelo Siqueira e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e Superior Tribunal de Justiça (STJ) Carlos Mário Velloso.
Conferência Magna
O ex-ministro Carlos Mário Velloso palestrou sobre a Constituição Federal (CF), dando ênfase à atividade mineira, numa aula magna sobre ordem econômica na constituição, defesa do meio ambiente e defesa do consumidor, mineração e sua disciplina constitucional, recuperação do dano ecológico e ainda, fez um histórico do processo regulatório da mineração de 1934 até os dias atuais e suas mudanças.