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A importância da mineração para o estado de Goiás

Atualmente vivencia-se uma fase espetacular na mineração, as commodities minerais alcançam preços estratosféricos no mercado, justificado não pelo crescimento da economia brasileira, mas sim pelo crescimento dos países asiáticos, capitaneados pela China e pela Índia, ávidas por insumos minerais.

Dentro deste contexto, o Estado de Goiás, por possuir um ambiente geológico diversificado propiciando a formação de jazidas de variadas espécies minerais, promoveu e está dando as condições básicas e estruturais para consolidação da mineração.

A produção mineral em Goiás nos dois últimos anos ultrapassou a cifra de 2,5 bilhões de reais por ano, em termos de valor de produção de matéria prima bruta e beneficiada, se agregados os efeitos da transformação desses recursos minerais, o valor, segundo os analistas projetistas, poderá ser multiplicado onze vezes.

A produção mineral goiana é alicerçada em conhecimentos científicos, técnicos e mercadológicos. A estrutura produtiva é sólida, racional e vem sendo desenvolvida segundo o princípio da sustentabilidade dos recursos naturais (minerais).

Os bens minerais produzidos no estado contemplam espectro múltiplo, com relevância destaca-se como o maior produtor de níquel e cobalto do Brasil, segundo de nióbio, quarto de ouro, segundo de fosfato e único de amianto.

É grande a potencialidade mineral goiana, principalmente ao  considerarmos que os ambientes geológicos ainda não são totalmente conhecidos e estudados. Em face disso é imprescindível que seja retomado os investimentos em prospecção e pesquisa mineral proporcionando com isto o descobrimento de novos depósitos que se trabalhados com técnica e ciência serão traduzidos em jazidas minerais que após sua explotação transformar-se-ão em riqueza, gerando por conseqüência benefícios sociais oriundo da repartição dos tributos e, ainda mais relevante, por ser a mineração um dos maiores pólos de desenvolvimento.

Os investimentos dos últimos anos em Goiás têm assumido somas consideráveis, sendo dignos de nota os seguintes: projeto de verticalização da industrialização de fosfato em Catalão/Ouvidor onde já consumiu 250 milhões de dólares; a sua duplicação prevista se implementada custará mais 200 milhões de dólares; a instalação da mina de níquel em Barro Alto consumiu 70 milhões de dólares; o projeto de implantação da usina de liga de ferro-níquel no mesmo município já aprovado e com previsão do início das obras para 2007 demandará mais 800 milhões de dólares, este é o projeto que exigirá maior aporte financeiro do Estado. Em Alto Horizonte, o famoso Projeto Chapada decolou com recursos de 180 milhões de dólares para sua implantação visando produzir concentrados de ouro e cobre. Em Fazenda Nova e Faina os projetos estão em fase de produção de ouro há mais de dois anos, com vida útil a ser expandida através da ampliação das reservas.
 É grande a gama da indústria mineral, tem-se os agregados para construção civil de grande importância no dia a dia da população,os insumos para o fabrico de cimento e cerâmica branca e vermelha. Na área de alimentos conta-se com a produção de água mineral de alta qualidade e na de beleza as esmeraldas. A indústria do turismo, aquela chamada indústria limpa, pois, é menos poluente e degradante, fazendo uso do recurso mineral tipo água termal que se encontra já consolidada nos municípios de Caldas Novas e Rio Quente, começa a deslanchar no sudoeste do estado através da viabilização dos aqüíferos de Jataí e Lagoa Santa. Fundamental para a viabilização da produção agropecuária nos cerrados brasileiros e, em particular, nos de Goiás, encontra-se o calcário agrícola que permitiu a correção da acidez do solo, transformando estas terras, antes improdutivas, em celeiros. 

Finalmente, tem-se os recursos minerais não aproveitados ou sub-aproveitados em função do baixo grau de tecnologia ou dos poucos trabalhos exploratórios realizados no depósito, nesta situação, encontram-se a vermiculita, o titânio, o alumínio, o níquel do sudoeste goiano, as rochas ornamentais, os diferentes tipos de argilas, os calcários com destinação mais nobres.

Autoria:
Eng° de Minas Valdijon Estrela - Chefe Substituto do 6° DS DNPM-GO
Eng° de Minas Maurício Ribeiro de Andrade – Coord. de Desenvolvimento e Arrecadação do 6° DS DNPM – GO.

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