O DNPM em parceria com o Instituto de Biociências da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) realizou entre de 18 a 23 de julho, no Museu de Ciências da Terra, no Rio de Janeiro, o VII Simpósio Brasileiro de Paleontologia dos Vertebrados. O evento contou com a participação de 180 pesquisadores do Brasil e de países da América do Sul, que se reuniram para debater temas relevantes para o estudo dos vertebrados fósseis.
A solenidade de abertura do Simpósio (18/07) contou com a participação do diretor-geral substituto do DNPM, João César de Freitas Pinheiro; do diretor do Museu de Ciências da Terra, Diógenes de Almeida Campos; da Reitora da Unirio, Professora Malvina Tânia Tuttman; da representante da Sociedade Brasileira de Paleontologia, Professora Carolina Scherer; e do Presidente do Simpósio, Professor Leonardo Ávila; além de outras autoridades.
Na ocasião, Diógenes de Almeida Campos proferiu palestra intitulada “Um Século de Fósseis no Museu”, explicando que desde a criação do DNPM, até os dias atuais, a instituição sempre se preocupou com os aspectos da coleta, guarda, pesquisa, divulgação e principalmente, proteção dos fósseis brasileiros. “O DNPM não fomenta só exploração de minérios. Se preocupa também com a proteção de nossos fósseis, porque entende que o patrimônio paleontológico brasileiro é rico e precisa ser preservado”, afirmou Diógenes.
Durante o Simpósio foram realizadas palestras, mesas redondas, sessões de apresentações orais e painéis. No saguão do museu o público teve a oportunidade de apreciar a exposição de Paleoarte, organizada pelas paleontólogas Márcia Reis do DNPM e Simone Belmonte, do Museu Nacional da UFRJ. A Peleoarte minstura diversas técnicas artísticas, como a escultura e a pintura com a paleontologia, de forma a dar vida a animais da pré-história. Foram expostas esculturas e ilustrações de dinossauros, cenários de réplicas e quadros que reproduzem animais da pré-história.
Museu de Ciências da Terra
O museu ocupa o prédio histórico localizado no bairro da Urca no Rio de Janeiro, que abrigou o Serviço Geológico e Mineralógico, depois o DNPM, antes de sua mudança para Brasília. Possui valioso acervo com milhares de amostras de rochas, minerais, fósseis e meteoritos, coletadas nos mais diversos pontos do território nacional, incluindo centenas de espécimes que foram reconhecidas e classificadas, pela primeira vez, no Brasil. Além desses exemplares brasileiros, o museu possui ainda, outros materiais de origem estrangeira, incluindo cerca de 50 meteoritos.
O museu conserva, ainda, uma enorme quantidade de documentos históricos relacionados ao desenvolvimento do conhecimento geológico do país tais como: mapas, cadernetas de campo, fotos, manuscritos e anotações, elaborados pelos pioneiros da geologia e paleontologia brasileiras.
As exposições permanentes do museu refletem a composição do acervo. Num grande salão estão expostos as rochas, os minerais e os meteoritos. Os minerais estão organizados de acordo com a classificação de Dana, a partir dos elementos nativos aos mais complexos silicatos. Essa coleção de minerais e rochas e considerada como uma das mais importantes do país, tanto pelo número de exemplares, como pela qualidade dos itens do acervo.
Os fósseis são apresentados em duas mostras distintas. Uma – No tempo dos dinossauros - onde peças do acervo do museu estão organizadas de uma forma que procura atender o público jovem, com esqueletos de répteis montados e ricamente ilustrada, compreendendo fósseis do Permiano ao Quaternário, todos do acervo do museu. A outra apresenta os ossos reais da coluna vertebral de dois dinossauros, coletados no Triângulo Mineiro, com informações sobre a pesquisa paleontológica, realizada na região de Uberaba pelo DNPM, desde 1945.
Merece destaque também a reconstituição da sala de trabalho do paleontólogo brasileiro Llewellyn Ivor Price (1905-1980), onde o público tem a sua disposição o ambiente de trabalho de um pesquisador, como ferramentas para coleta de fósseis, além de manuscritos, desenhos, mapas, cartas, fichas, cadernetas de campo, elaboradas pelo pesquisador.
O Museu de Ciências da Terra fica na Avenida Pasteur, 404, e recebe visitas de terça a domingo, das 10 às 16 horas; telefone: (21) 2295-7596/ 2295-4896.